MONTAGEM

 

A montagem é a etapa na qual o material é imerso num meio líquido, o meio de montagem, sobre uma lâmina de vidro e coberto com uma lamela. Quando queremos observar material vivo, o meio de montagem pode ser o próprio meio normal de vida das células em causa ou uma substância que as não danifique. Um dos meios de montagem mais utilizados para este tipo de observação é a solução de Ringer, pois permite manter as células em condições muito semelhantes às normais.

 

 

COLORAÇÃO

As estruturas celulares apresentam um fraco contraste óptico, pelo que a sua observação se torna muito difícil. Para ultrapassar este problema recorre-se à coloração celular. Este processo vai permitir destacar algumas estruturas celulares por contraste com as restantes, na medida em que alguns componentes celulares têm a capacidade de absorver certos corantes, enquanto que outros não. Ao corante que é responsável pela coloração específica de um organito, chama-se corante selectivo.

Em citologia os corantes mais usados são orgânicos, podendo ser naturais ou artificiais.

Os corantes naturais são extraídos de animais ou plantas e são exemplos o carmim, a hematoxilina e a orceína.

Os corantes artificiais são sintetizados em laboratório a partir de derivados da anilina e são exemplos a eosina, o azul de metileno, a fucsina, o vermelho neutro e o verde iodo. Os corantes artificiais podem ser ácidos, básicos ou neutros e esta característica vai torná-los específicos para a coloração de determinadas estruturas celulares.

A coloração das preparações temporárias, tanto pode ser realizada antes como depois da montagem.

 

 

FIXAÇÃO E DESIDRATAÇÃO

A fixação é a primeira etapa para a obtenção de uma preparação definitiva. Consiste, por um lado, num processo que mata as células rapidamente, impedindo os processos de destruição da célula e, por outro lado, endurece principalmente os tecidos de modo a poderem suportar as etapas seguintes. Pode ser realizada por agentes físicos, como o calor (muito utilizado para a fixação de bactérias) e o frio (fixação por congelação). Mas, usualmente, empregamos a fixação química por meio de substâncias chamadas fixadoras, que vão actuar preferencialmente sobre as proteínas, que são as principais moléculas estruturais das células. Cada um dos fixadores químicos apresenta certos inconvenientes, ao lado de algumas qualidades desejáveis. Por isso, foram elaboradas as misturas fixadoras que contêm proporções variáveis dos fixadores simples, com a finalidade de compensar as deficiências de cada um deles. São exemplos de fixadores o de Regaud, o de Navachine e o de Brachet. Após a fixação, o material deverá ser incluso em parafina para que possa ser seccionado, mas, como a parafina e a água não são miscíveis vai ser necessário proceder à desidratação  do material através da remoção gradual da água dos tecidos, sendo esta substituída por álcool.

fig. - Etapas de fixação e desidratação do material para observação ao microscópio óptico